GATOS COMO CO-TERAPEUTAS






Quanto aos co-terapeutas gatos, cuidados carinhosamente pela monitora Dalva Araújo, responsável pelo atelier de pintura e desenho, têm uma maneira especial de relacionamento. Conservam a indepência, mas nem por isso deixam de ser meigos e apegados àqueles que escolheram para amar.
Foi muito penosa essa tentativa que fizemos de introduzir animais no Centro Psiquiátrico Pedro II. Comentários ridicularizantes e mesmo grosseiros não faltaram, mesmo da parte de colegas. Mas muito piores foram os atentados contra os animais: (...) Os atentados praticados contra os animais feriram doentes, monitores e a mim mesma.
Desde o ínicio, compensadoramente, apareceram amigos distantes: o professor Boris Levinson, psicanalista americano, comentou por carta esses acontecimentos ocorridos no Brasil: 'Sem dúvida, para muitos desses doentes os animais eram sua única linha de vida para a saúde mental.'
(...) Dentre os trinta casos citados nesse trabalho, referentes a psicóticos hospitalizados que não haviam respondido às formas tradicionais de tratamento, apenas dois não melhoraram.


Da Silveira, Nise: “O Mundo das Imagens”; Cap7, “Simbolismo do Gato”(p.113-114)



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