A EXPERIÊNCIA INTERIOR E A EXISTÊNCIA HUMANA




    
 Infelizmente estamos diante da supervalorização do mundo exterior em detrimento da vivência interior, esta tão rica e valiosa para a existência humana. Não para a existência de corpos perdidos no vácuo, onde, não raramente , estouram um gritante distanciamento da alma, melancolia e depressões sem darmos conta de ouvi-las criativamente e entre outras pertubações. Contudo, este reencontro com o mundo interior apenas será genuíno se entedermos, não apenas no nível do intelecto, que não somos seres suplimes, iluminados e “individuados”. Isto está longe de ser o processo de individuação na visão de Jung. Onde brilha luz, existe em algum lugar o tenebroso, a sombra. Somos tudo e também somos nada. Estamos ligados ao alto e também às profundezas. Essa é nossa condição humana.

Por Doriane Demuth

As coisas do mundo interior influenciam-nos subjetiva e poderosamente, por serem inconscientes. (...) Da consideração das exigências do mundo interno e do mundo externo, ou melhor, do conflito entre ambos, procederá o possível e o necessário. Infelizmente, o espírito ocidental, desprovido de cultura em relação ao problema que nos ocupa, jamais concebeu um conceito para a união dos contrários no caminho do meio. Esta pedra de toque fundamental da experiência interior não tem, entre nós, nem mesmo um nome para figurar ao lado do conceito chinês do Tao. Esta realidade é ao mesmo tempo a mais individual e a mais universal, o cumprimento legítimo do significado da existência humana.

C.G.Jung: “O Eu e o Inconsciente”. §327

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