NÃO É A DEPRESSÃO QUE PRECISA SER TRATADA, MAS É A PESSOA QUE PRECISA







    Que dor é essa sem nome, tempo e lugar. A luz fere meus olhos, vazio, vazio e não sei mais. A razão disso também não sei e há razão nisso? Apenas posso afirmar que meu copo caminha sem sentir os passos. Noites e dias são indistintos. Ninguém estar a ver? O que faço aqui? Que ser é esse? Grito e ninguém ouve, nem mesmo eu muitas vezes...


    Esta aqui um ser que sofre, que traz um pesar e não um diagnóstico. Não é a depressão que precisa ser tratada, mas a pessoa é que precisa. A depressão não é uma coisa que anda por ai. Existe sim um chamado do Self, que dolorosamente, confronta o “eu”. Esse sofrimento é a possibilidade do indíviduo entrar em contato com as profundezas da sua alma, resgatar o sentido da sua existência e se deparar com algo surpreendente para o “eu” (ego), o Si-mesmo, o Self está lá e reluz em sua poderosa força.


    Para isso, segundo Jung, é necessário suportar a dor da alma.  Acolher, refletir e se fazer ouvir esse sofrimento, ele traz uma valiosa mensagem permeada de significados. Assim, o indivíduo caminha para algo transformador. Essa é uma jornada à Individuação, processo de cada um e também de todos.



A depressão é como uma mulher vestida de preto. Se ela aparecer, não a afaste. Convide-a para entrar, ofereça-lhe um assento, trate-a como uma convidada e ouça o que ela tem a dizer.
 ( C.G.JUNG)






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