A criança interior





 A humanidade seria órfã se não fosse por Deus, segundo Santo Agostinho. Em termos psicológicos, isso implica que, para a criança abandonada, não há pais 'bons o bastante'... Na realidade, somos todos órfãos em parte e é através do sofrimento desse fato arquetípico do abandono (e do abandonar) que podemos reunir-nos em comunidades. Esse sentimento comunitário, que se baseia no reconhecimento da nossa mútua solidão e dor, é uma emoção religiosa, uma realidade existencial e um retorno ao mundo com o reconhecimento de que o mundo é tudo o que temos e que talvez seja 'bom o bastante'.



- Patricia Berry, "Chiron: Abandonment: A Review of Jungian Analysis"
Citação traduzida em: “O REENCONTRO DA CRIANÇA INTERIOR”

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