Psicologia Junguiana e o autoconhecimento



    Autoconhecimento, nome que atualmente parece indicar a “Salvação para todos os males”. Palavra tantas vezes repetida e repetida, o que me passa um certo vazio de sentido. O que poucos compreendem com o nome autoconhecimento é que ele está estritamente vinculado à autotransformação, ou seja, autoconhecimento vai muito além do “saber sobre si”.

     Na Psicologia Junguiana, o sintoma neurótico desempenha um papel fundamental no processo do autoconhecimento, atuando de maneira autorregulatória da psique. Ele traz uma mensagem, um alerta de que algo precisa ser reorganizado em prol da saúde mental do indivíduo. Esse sintoma pode ser um sonho, pensamentos pertubadores, reações psicossomáticas e entre outros. Jung não tinha como foco a doença do paciente, mas o que a doença comunica, o para que?!

    A mensagem do sintoma a ser revelada oferece a possibilidade da assimilação dos conteúdos do inconsciente na consciência, transformando esse sintoma e compreendendo seu significado. Assim, podemos falar em autotransformação, em autoconhecimento, isto é, um processo muito mais profundo, contínuo e essencial para o autodesenvolvimento do ser humano.


“Não se deveria procurar saber como liquidar uma neurose, mas informar-se sobre o que ela significa, o que ela ensina, qual sua finalidade e sentido. Deveríamos aprender a ser-lhe gratos, caso contrário teremos um desencontro com ela e teremos perdido a oportunidade de conhecer quem somos. Uma neurose estará realmente 'liquidada' quando tiver liquidado a falsa atitude do eu. Não é ela que é curada, mas ela que nos cura. A pessoa está doente e a doença é uma tentativa da natureza de curá-la”. (JUNG, 2000, p. 160)



Referência Bibliográfica:
JUNG. C.G, Civilização em Transição,Petrópolis: Vozes, 2000.





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