A loucura e a Psicologia Analítica




    Logo depois de finalizar minha formação em Psicologia, trabalhei, onde eu fui estagiária, em um grande Hospital Psiquiátrico da minha cidade. Tinha sentimentos ambivalentes quanto essa minha experiência. Sentia uma atração fortíssima de estar ali e, ao mesmo tempo, um desconforto emocional intenso e uma profunda familiaridade com o lugar e com as situações.

Na época, pouco tinha conhecimento da Psicologia de Jung, estava eu aprofundando meus estudos na Psicologia Freudiana e de Melanie Klein. Mas mesmo assim, pouco me fazia sentido. Eu não conseguia me encontrar ali no que eu estava lendo. Tinha sonhos constantes com as falas dos “pacientes” e com seus desenhos em forma de círculos e desenhos com lutas de monstros, com heróis e mulheres como Deusas, serpentes, sol e entre outros.  

Acordava-me com explosões de sentimentos que não sabia nomear ou ter uma compreensão para mim mesma. E depois que li “Psicoterapia de Oprimido”, fiquei ainda mais intrigada com os discursos dos internos com suas alucinações e delírios.

Depois de inúmeras situações de sincronicidade, me deparei com minha vida imersa pelos livros sobre Jung, sua Psicologia e seus colaboradores. E em todos os momentos que aprendo mais sobre a alma humana junto com Jung, lembro dessa forte vivência neste hospital. Hoje posso dizer que eu me vi ali da maneira mais confusa e óbvia. Entendi que o inconsciente nos envia mensagens sutis e intensas. Para que? Em prol do nosso autodesenvolvimento e da nossa saúde mental.


“No fundo, não descobrimos no doente mental nada de novo ou desconhecido: encontramos nele as bases de nossa própria natureza.”

C.G.Jung



You Might Also Like

0 comentários